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ARTIGO - O transporte público e os problemas no trânsito

Em setembro, tivemos mais mais um Dia Mundial Sem Carro e não temos o que comemorar. A data foi criada em 1997, na França, como forma de estimular a reflexão sobre a dependência que temos de carros e motos atualmente, além de estimular todos a buscarem novas formas de se deslocar pela cidade. Mas estamos cada vez mais dependentes de carros e motos. Movimentar-se pelas cidades segue sendo um grande desafio, independentemente do meio de transporte. Nosso trânsito possui uma série de gargalos que pioram nos horários de pico e tornam difícil cumprir horários. É cada vez mais comum ouvir que alguém se atrasou porque estava “preso no trânsito”.

Todos os dias, milhares de pessoas se deslocam para Vitória, que ainda abriga a maioria dos empregos na Região Metropolitana. A Terceira Ponte talvez seja o caso mais emblemático. Todos os dias, milhares de pessoas chegam a levar mais de uma hora apenas para acessar a via, seja de ônibus ou carro. Um transtorno que afeta a qualidade de vida das pessoas.

Além disso, qualquer batida de pequenas proporções, sem feridos, pode se transformar em um grande transtorno na Capital, dependendo do horário em que acontecem. Isso se dá porque temos poucas vias alternativas para o escoamento do tráfego.

Parte da explicação para este problema é histórica. Vitória era uma cidade pouco habitada até meados dos anos 1950. Com a industrialização, a população rural migrou para as cidades, que cresceram desordenadamente, e continuam dessa forma.

A solução para esse problema não é simples, mas é possível e passa por vários fatores. Prefeituras, governo estadual e outros órgãos ligados ao trânsito precisam sentar juntos, em busca de uma solução em que cada um faça a sua parte, em projetos que se complementam em busca de um trânsito melhor para todos.

No caso do transporte público, o maior desafio é aumentar a velocidade dos ônibus. Estimativas dão conta que, em média, os ônibus não andem mais que 15km/h, número que pode ser ainda menor em horários de pico. Isso afasta o usuário, que não quer, e não pode, perder o horário de seus compromissos cotidianos.

Uma das alternativas para isso é a implantação das faixas exclusivas, como a Linha Verde. Mas isso demanda um planejamento para que a rede de vias exclusivas seja implantada com rapidez. Esse tipo de projeto tem período de implantação curto e baixo custo com impactos significativos para o tráfego dos coletivos e bons resultados em cidades do Brasil e do Mundo.

Seja qual for a solução a ser implementada, ela precisa ser bem planejada e bem comunicada à população em geral. O transporte público é uma das saídas para os problemas que enfrentamos no trânsito e o cidadão precisa saber que pode contar com ele.

 

Jaime de Angeli é secretário geral do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Espírito Santo (Setpes)

 



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